A História da cadelinha Mole

Estava atravessando a Estrada do Sacarrão em Vargem Grande lá no topo, já há varios dias sem me alimentar, juntamente com minhas 3 filhas quando vi passar uma pessoa que me pareceu generosa, montada num cavalo branco. Fiz uma cena (foi ai que percebi meu talento de artista) pra lhe chamar atenção: regurgitei para que minhas filhotes pudessem comer. Aquela cena foi de comoção total. Não demorou 15 minutos e lá estava de volta em seu carro nos salvando. Isso aconteceu em 25/11/2000. Eu tinha mais ou menos uns 3 anos e meus filhotes uns 50 dias de idade.

Chegamos em sua casa e ficamos impressionadas com os companheiros que encontramos. Todos abanavam a cauda pra ela. Disseram-nos que ela se chamava In-Coelum e tinha aquele monte de bichos, alguns recolhidos na rua como nós, e que trabalhava com animais artistas. Achei que tinha dado o golpe certo, finalmente havia encontrado alguém que pudesse dar um pouco de carinho, amor, assistencia medica e naquele momento, uma boa refeição. Ainda havia a possibilidade de ter uma carrreira promissora na TV, Teatro e Cinema.

Estávamos num estado muito ruim. Minhas filhotes totalmente desnutridas. Enfim, ela cuidou de mim e de minhas filhas incansavelmente e me chamou de Mole, acho que porque sou realmente uma moleza, lenta. Para minhas filhas ela deu o nome de Zira, Trica e Marron. Infelizmente a Marron não conseguiu sobreviver. As outras duas demoraram a se recuperar, mas felizmente ficaram lindas. A Trica foi morar com um amigo da In-Coelum, o Ricardo Heriot e ele a chama de Chica. Vive numa casa linda em Vargem Grande com seu companheiro, um Spring Spaniel. É livre, feliz e tem um dono que a adora. De vez em quando ela vem visitar a gente. A Zira precisou fazer um tratamento sério contra raquitismo, sua aparência na infância era horrível. pisava sobre os metacarpos e por várias vezes acordei queerendo saber se ela havia morrido. Isso durou mais de 2 semanas, até que um dia olhei bem pra ela e pensei na agonia que estava vivendo, então desisti, mas essa pessoa que encontrou a gente é teimosa, escutei ela dizendo: "se ela ta conseguindo respirar, olhar pra mim e mesmo com dificuldades abanar a cauda, é porque temos que continuar tentando". Só puder ver minha filha sendo levada para o quarto dela com a sacola cheia de remedios. Dentro de 1 semana a Zira estava de volta se recuperando e nossa familia, a partir dai, descobriu e entendeu  que precisavamos abarnar sempre a cauda quando a In-Coelum estivesse por perto.  Por isso os outros faziam isso. Ela é uma guerreira e essa é a forma da gente reconhecer isso. Agora a Zira está ai, pra minha alegria, correndo por todo lado, sem qualquer sequela. A In-Coelum arrumou uma casa maravilhosa pra ela em Guaratiba. Seu amigo Lélio Heliodoro, criador de Rhodesians, a adotou e vive muito feliz. Ela vai ve-la sempre. In-Coelum só não gosta muito de namoros por aqui e ai ela pediu pra castrar a gente. Assim fica mais seguro que estaremos livres de passar novamente por isso.

COMO A MOLE INGRESSOU NO BBB 1

Quando a direção da TV Globo me procurou pra esse projeto de colocar um cachorro no programa, confesso que coloquei um monte de impeçilhos, mas eles me pediram pra estudar a possibilidade e que me garantiriam o que precisasse para viabilizar. Tenho certeza que a produção me procurou porque sabia que conseguiria uma maneira de deixar as coisas confortáveis, especialmente para o cachorro.

Retornei com um plano para seu ingresso. Primeiro, quando da seleção das fotos para envio, procurei cachorros que tivesse um temperamento adequado para adaptação rapida, sem stress. No meu trabalho, que já faço a muitos anos, o mais importante é que o cachorro se sinta feliz, por isso trabalho com comportamento animal e não adestramento clássico

A Mole e o Zeca foram os selecionados pelo Diretor Boninho e abalizei a seleção por considerá-los cachorros tranquilos, serenos e que gostam de se relacionar. Em seguida, no acordo para o ingresso na casa, pedi que me permitissem uma vistoria 2 x semana (ela sairia da casa e eu poderia tocá-la, afagá-la e sber se estava se sentindo confortável). Também inclui a inspeção veterinaria semanal para que pudessemos acompanhar sua saúde. Dessa maneira poderia garantir a sua integridade emocional e física.

Passei noites adentro avaliando pelos monitores seus passos e só saia de lá quando ela dormia,  em sua caminha especial que coloquei na casa para que pudesse ficar abrigada do frio, no caso de colocarem-na para dormir fora de casa.

Enviava, regularmente, manual de instruções para manejo, um kit completo para o periodo de 1 semana (ração, latinhas de carne umida, ossinhos, biscoito, brinquedos, material de higiene, escova, talco, shampoo, alcoo, algodão, etc) que era reposto sempre. Tudo que ela precisaria para estar bem.

Em relação ao profissiona, tudo ficou resolvido e todas as providências foram autorizadas pela produção, mas quando deixei-a no confessionario e virei as coisas, meu coração partiu. Ai cai na real e veio o lado "Dona da mole". Fiquei numa angústia que não tinha mais fim. Me grudei naquele monitor e só sai as 3:30 hs no promeiro dia. Depois que a vi protegida pelo Caetano e deitada em seu colchão, dei uma tranquilizada. Nos primeiros momentos ela procurava uma saida para que pudesse me encontrar, fiquei super mal.

Durante as conversas de alguns integrantes da casa, percebu que eles estavam sem parâmetros do que ela significava pra mim. Talvez por ter deixado que ela entrasse na casa, eles concluiram que eu não me importava com ela. Foi assim que logo de manhã (sai as 3…30 e voltei as 8 hs), entreguei uma carta e a produção imediatamente a repassou aos participantes. Ai eles entenderam o significado dela para mim e tenho certeza que a Mole também deve ter percebido, de alguma maneira, que eu estava enviando alguma energia para ela. 

Àqueles que questionaram a presença da Mole no programa, digo apenas que: Chegar à TV por minhas mãos, podem acreditar ... leva afeto, proteção e muito amor. Tenho certeza que Deus me deu um privilégio, porque sabia que estaria presente na hora que eles tivessem precisando de mim. E tenho muito orgulho dos trabalhos que realizei e puderam promover aos cães mais conforto, afeto e interesse da familia. Sei que a Mole conseguiu conquistar as pessoas e será um bonito instrumento de conscientização para proteção animal, até mesmo porque estamos divulgando sua história verdadeira. Das ruas, da fome ... ao sucesso!!!

  

 

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Mole, campanha de animais carentes

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