Movimentação de Cães

 

GRUPO 1 - Cães Pastores e Boiadeiros (exceto os suiços)


São os cães de pastoreio. Os collies em geral, bearded, border, bouvier, shetland ... A anatomia desses cães deve ser, na grande maioria alongada. Isso possibilita maior maleabilidade nas curvas na troca de direção. Geralmente, depois de algum esforço de movimento, tendem ao "single tracking" ou seja, tendem a aproximar as patas dianteiras numa linha central, numa convergencia para o centro. Alguns pensam se tratar de falta, à medida que eles perdem o paralelismo, mas ao contrário, é um fator de extrema utilidade para as funções de campo, bem como a desenvoltura, flexibilidade, vigor, alcance. Em alguns padrões do Grupo I esses detalhes são citados claramente como nas raças pastor alemão, collie, shetland, beardeds. Já algumas raças apresentam movimento caracteristico como o Komondor, que deve ser vagarosa, leve; o Kuvasz, que tem o trote bamboleante, passo lento e pesado e sheppdog, que apresenta o "roll", podendo apresentar o "passo de camelo". É preciso saber diferenciar o "single tracking", com cruzar a frente ou pisar para dentro.

GRUPO 2 - Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses Suíços e raças assemelhadas.

Difícil abordagem desse Grupo. Além de ser o maior em número de raças, existem subgrupos de raças diferenciados. Existem aqueles desenvolvidos para o trabalho, os de tração, os de guarda e até de caça. Mas felizmente, como tudo na vida, existe um ponto de convergência, um ponto de afinidade, vamos tentar relatá-los. Os Molossos, basicamente, tem funções semelhantes, desde os mastins que trucidava cristãos e leões na arena, como os mastiffs com os ursos, na guerra e como cão pastor. Pensando nessa função, o que se espera deles é maleabilidade para poderem se desviar numa luta de seu opositor, força, vigor e determinação, para conseguirem vencer. Aquelas peles soltas são bem apropriadas à necessidade de se defenderem dos dentes possantes daqueles animais. Então ele não precisa ter um movimento tão amplo? O mais importante é a força, tamanho?
No subgrupo dos mais elegantes se encaixam o Boxer, Doberman, Dogo Argentino, Dogue e sabe-se que, à exceção dos Dobermans, essas raças eram empregadas como guardas e na caça ao javali. Portanto, capacidade respiratória, disposição e equilíbrio eram necessários para cumprir a missão de trabalhar no campo.
Os bulldogues, um caso à parte, que possui uma constituição anatomica quase que oposta aos demais, movimenta-se diferenciado, pesado, travado, com os posteriores se arrastando. Um caso especial também é o do Fila Brasileiro, que apresenta o "passo de camelo". Ele tem um movimento felino, trote fácil.
Mas nesse Grupo II, as raças tem em comum algo muito importante: Alcance. Mesmo nos mais pesados, exige-se em função de seu trabalho que apresentem movimentação fluente, elástica, com alcance. Os mastins são lentos e desajeitados, o terranova apresenta um leve roll. Em todos eles o parelelismo no vai e vem é importantissimo e devem apresentar boa propulsão traseira.

GRUPO II - Adendo Fila Brasileiro

Se para alguns pode ser um motivo para penalizar, avaliando- se como apatia, é preciso considerar que o Fila Brasileiro ao se mover ao passo, deve manter a cabeça abaixo da linha de dorso. Quando se considera seu movimento como FELINO, é porque apresenta passos largos e elásticos, o que vai promover bom alcance e rendimento. Seu trote é fácil, suave, livre. Sua caracteristica principal é o PASSO DE CAMELO, movimentando-se simultaneamente dois membros de um mesmo lado e depois os do outro lado, o que vai proporcionar o balanço lateral do tórax e dos quadris. Isso tudo para que?
Maleabilidade no campo, desviar bruscamente, com subitas e rápidas mudanças de direção quando acuar o boi, se defender das chifradas, cobrir extensamente um campo sem cansar para auxiliar na lida do rebanho.
Trecho do padrão oficial da raça Fila Brasileiro, relativo à movimentação. Fonte: Site da CBKC

MOVIMENTAÇÃO: passos largos, elásticos, lembrando os dos felinos. A característica principal é a movimentação dos dois membros, de um mesmo lado, para depois movimentar os do outro (passo de camelo); o que lhe confere movimentos gigantes, com balanço lateral do tórax e dos quadris, acentuados na cauda, quando está erguida. Na passada, a cabeça é portada abaixo da linha de dorso. Trote fácil, suave, livre, de passadas largas,com bom alcance e rendimento. Galope poderoso, alcançando velocidade insuspeita em cães de tal porte e peso. A movimentação do Fila Brasileiro é sempre influenciada por suas articulações, típicas do molossóide, o que, efetivamente, lhe permite súbitas e rápidas mudanças de direção. 

Acho o Dogo Argentino, um cão de uma categoria especial. Quando o vejo, tenho a sensação de estar diante de um atleta grego, um desportista nato, um verdadeiro “Apolo”. Seus músculos são descritos com requinte. É um exemplar muito forte e estruturado, mas que apresenta muita elegância, aliado a uma harmonia de conjunto e balanço de angulações. Existe uma caracteristica super importante descrita no padrão da raça, que fala sobre sua linha superior: “O desenvolvimento dos músculos, na parte da linha superior, confere aos exemplares a característica de um perfil ligeiramente cedido, sem chegar a ser, o que se acentua nos cães adultos, devido à grande musculatura dorso-espinhal.” Fonte: Padrão Oficial, Site CBKC.

MOVIMENTAÇÃO: ágil e firme; com notórias modificações quando alguma coisa o interessa, mudando de atitude com reflexos rápidos, típicos desta raça. Passo pausado. Trote amplo, de boa suspensão anterior e potente propulsão. No galope mostra toda sua energia, desenvolvendo toda a potência que possui. As quatro patas deixam rastros simples e paralelos. Passo de camelo é considerado uma falta grave. Fonte: Padrão Oficial, Site CBKC
Meus Comentários:
Relativo a linha superior, pode-se ter a impressão do exemplar ser selado, mas é preciso saber avaliar e, especialmente, apreciar a definição da musculatura que é muito acentuada e muito desenvolvida nessa região.
O Dogo Argentino apresenta uma atitude que o diferencia dos demais, com reações rápidas a movimentos, gestos e voz. Possui uma passada cadenciada. Seu trote no vai e vem apresenta paralelismo e os anteriores saem do chão no movimento, bem como os posteriores apresentam forte propulsão. Quando se movimenta, o Dogo não deve demonstrar esforço, ao contrário, seus passos são fáceis, com muita força e disposição.

GRUPO 3 - Terriers

Toda vez que mexo nesse texto de Terriers acabo sempre descobrindo coisas novas. Por ex: O Kerry Blue não possui em seu standard, qualquer citação sobre seu movimento, exceto no quesito faltas, onde se deve penalizar “movimentação saltitante dos posteriores” (numa referencia ao movimento com propulsão dos posteriores), bem como “movimento de posterior fechado”, ou, ainda, “jarrete de vaca”. Mas, fazendo uma analogia aos outros terriers que apresentam o mesmo desenho de linhas, como o SOFT COATED, o WELSH, LAKELAND, FOX, etc, diria que sua movimentação deveria ser com os membros direcionados para frente, apresentar fluência, e forte propulsão dos posteriores, aliás, essa citação encontra-se em quase todos os padrões do Grupo 3.

Vou copilar aqui, os padrões dos
FOX TERRIER: “anteriores e posteriores portados direcionados para a frente e paralelos. Os cotovelos movimentam-se perpendicularmente ao tronco, trabalhando livremente dos lados. Joelhos não virando nem para dentro, nem para fora e os jarretes não ficam próximos um do outro. A boa propulsão é proveniente da boa flexibilidade dos posteriores.”
LAKELAND:
“os membros trabalham paralelos e corretamente direcionados para a frente. Os cotovelos se movimentam paralelos ao eixo do tronco, trabalhando ajustados sem roçar o tórax. Os joelhos trabalham corretamente direcionados para a frente. A boa propulsão é produzida por uma boa flexão dos posteriores.”No caso dos cães de combate, que apresentam estruturas mais pesadas, a descrição do movimento pouco se altera, conforme citação dos padrões abaixo: 

BULL: “quando em movimento, o cão parece ter todas as suas partes bem integradas, cobrindo o solo com passos fáceis e regulares e com um típico ar garboso. No trote, os membros trabalham em planos paralelos. Quando a velocidade aumenta, as pegadas convergem para o eixo central. Os anteriores apresentam um bom alcance e os posteriores fornecem uma boa propulsão, pela ação compassada das ancas e pela flexão dos joelhos e jarretes”.

STARFORDSHIRE: “livre, poderosa e ágil com economia de esforço. As pernas movimentam-se paralelamente quando vistos de frente e por trás. Perceptível propulsão dos posteriores”

Ai partimos para outro subgrupo:
NORFOLK: “segura, rasante, com boa propulsão. Os movimentos, desde o ombro, são corretamente direcionados para a frente. A boa angulação dos posteriores proporciona grande poder propulsivo. Os posteriores seguem a trilha dos anteriores e trabalham livremente desde a garupa. Boa angulação dos joelhos e dos jarretes. A linha superior permanece horizontal.”
CAIRN: “passo bem livre e fluente. Os anteriores com bom alcance. Posteriores dando forte propulsão. Jarretes nem muito próximos, nem muito afastados.”
WEST HIGHLAND: “desembaraçada, reta de frente e fluente de todos os lados. Os anteriores trabalham corretamente direcionados para a frente desde a escápula. Nos posteriores a movimentação é fluente, possante e compacta. Os joelhos e jarretes são bem flexionados e os jarretes trabalham sob o corpo promovendo boa propulsão. Uma movimentação travada (rígida) ou afetada nos posteriores, ou mesmo jarretes de vaca são defeitos graves.”

SKYE: “em ação, as pernas direcionam-se retas para a frente. Quando se aproximam, as pernas anteriores continuam numa mesma linha reta, com as patas mantendo a mesma distância dos cotovelos. O poder de propulsão é fornecido pelos posteriores que se movem retos para a frente. Os anteriores apresentam um bom alcance para a frente, sem se elevarem demais. A movimentação entre si, torna-se livre, ativa e sem esforço, permitindo uma imagem mais ou menos fluente.”

Conclusão: Independente do aspecto fisico das raças do Grupo 3, o certo é que a movimentação, em geral, apresenta marcadamente a propulsão de posteriores, devido aos joelhos bem angulados. Também é comum nos padrões os anteriores trabalharem direcionados para a frente e em todos os eles os exemplares apresentam paralelismo no vai e vem. Para mim, esse movimento deve vir agregado com um fator essencial, a ATITUDE. Os Terriers precisam se mover “nas pontas dos cascos” como se diz no meio equestre. Seu temperamento é um dos itens mais importantes a se considerar numa avaliação de cães desse Grupo.

Cães de Combate

Vamos aproveitar o gancho e envolver os Sttafordsire Bull Terrier tb.
American Sttafordshire Bull Terrier
MOVIMENTAÇÃO: elástica, sem movimento oscilatório (roll) ou passo de camelo. Fonte: Padrão Oficial, site CBKC
Starfordshire Bull Terrier
MOVIMENTAÇÃO: livre, poderosa e ágil com economia de esforço. As pernas movimentam-se paralelamente quando vistos de frente e por trás. Perceptível propulsão dos posteriores. Fonte: Padrão Oficial, site CBKC
American Pit Bull Terrier
MOVIMENTAÇÃO: movimenta-se com uma atitude confiante e vivaz, oferecendo a impressão de que espera a qualquer minuto ver algo novo e excitante. Quando trota, sua movimentação não demonstra esforço, é suave, poderosa e bem coordenada, mostrando bom alcance dos anteriores e boa propulsão dos posteriores. Em movimentação, o dorso permanece nivelado, apresentando apenas uma leve flexão que indica elasticidade. Vistos de qualquer lado, as pernas não se viram nem para dentro nem para fora e os pés não se cruzam nem interferem entre si. Conforme aumenta a velocidade, os pés tendem a convergir em direção ao centro da linha de balanço. Fonte: Padrão Oficial, site CBKC
Meus Comentários:
Relativo a Movimentação - O mais incrivel é que o Pit Bull apresenta uma descrição de movimento mais completa, contudo, as tres raças apresentam relevantes semelhancas relativo a esse item.
Devem apresentar um andamento com elasticidade, com propulsão de posteriores. Não deve aparentar cansaço, deve ser poderosa e firme. A força de seus músculos e estrutura devem ser visíveis, reafirmando suas origens como cães de combate.

Relativo a Estrutura

O Pit Bull é o mais alongado e os dois Starfordshires mais curtos, contudo, o padrão descreve os tres exemplares como compactos, balanceados, fortes, musculosos. Todos devem ter uma aparência atlética, bem estruturada.

o American Pit Bull Terrier é um cão de porte médio, de constituição sólida, com uma musculatura bem definida. Esta raça é poderosa e atlética. O corpo é levemente mais longo que alto.
O Starfordshire Bull Terrier é bem balanceado, de grande força para seu tamanho. Musculoso, ativo e ágil. Dorso curto.
O American Staffordshire Terrier deve dar a impressão de grande força para seu tamanho; é um cão muito bem estruturado, musculoso, porém, ágil e gracioso. Deve ser compacto, não deve ser pernalta ou esgalgado. Razoavelmente curto.

Relativo ao Tamanho
O padrão do Pit Bull dá especial importáncia as proporções. O American Starfordshire apresenta uma altura maior que o Stardordshire Bull Terrier, o menor dos tres.
American Starfordsire Bull Terrer - Apresenta altura de mais ou menos 46 a 48 cm na cernelha para os machos e 43 a 46 cm para as fêmeas é considerada preferível.
Starfordsire Bull Terrier – Apresenta altura na cernelha desejada: 35,5 a 40,5 cm.
o American Pit Bull Terrier deve ser tanto poderoso quanto ágil, portanto o seu peso e sua altura são menos importantes do que a correta proporção entre altura e peso. O peso desejável de um macho adulto em boas condições oscila entre 15,87 e 27,21 kg. O peso desejável para a fêmea madura, em boas condições, oscila entre 13,60 e 22,67 kg. Cães acima dos pesos mencionados não devem ser penalizados a não ser que sejam desproporcionalmente musculosos ou pernaltas.

Yorkshire Terrier

APARÊNCIA GERAL: de pelagem longa; o pêlo cai perfeitamente reto, repartido por uma linha que se estende da trufa à extremidade da cauda, de maneira igual para cada lado. Muito compacto e de contorno definido, porte imponente (empinado), o que lhe confere um ar importante. O conjunto de suas formas revela vigor e boas proporções.
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: alerta, inteligente, terrier de companhia. Cheio de vivacidade e índole igual.
COR: azul aço escuro (nunca azul prateado), estendendo-se do occipital à raiz da cauda, jamais mesclados de pêlos fulvos, bronze ou escuros. No peito, a pelagem é castanho intenso e brilhante. Todos os pêlos de cor castanho são mais escuros na raiz que no meio, ficando ainda mais claros nas pontas.
MOVIMENTAÇÃO: livre com boa propulsão. Anteriores e posteriores trabalham corretamente direcionados para a frente, mantendo a linha superior nivelada. Fonte: Padrão Oficial, Site CBKC

Meus Comentários:
Coloquei os pontos que considero de extrema relevância na avaliação de um Yorkshire Terrier. Esses itens vão determinar a tipicidade do exemplar.

Como se pode observar, a aparência geral dá especial ênfase ao corpo compacto, contorno definido. O cão deve ser justo, seco, com nenhuma aparência “frouxa”. Tudo deve estar bem encaixado e com uma harmonia muito visivel, bem firme.

Um outro fator determinante para a tipicidade da raça é a atitude, a imponência, o ar superior, bem como o vigor, a disposição e a vivacidade.

Relativo a cor, outro ponto fundamental (e pouco visto pelos criadores em geral nas pistas) é que a coloração deve “ser azul aço escuro (nunca azul prateado)” ou que seja preto (nos adultos). É muito comum vermos nas pistas lindos e corretos yorks com coloração da pelagem prateada, o que, para mim, é uma falta gravissima, a medida que compromete a visualização ideal de um exemplar.

A movimentação é um outro ponto de destaque a se considerar: Deve ser fácil, fluente, sem quaisquer sinais de travamento ou de impotência, morosidade, indisposição. Os posteriores apresentam uma forte propulsão e de extrema importância é a postura do dorso, sempre firme e nivelado, o que confirma a compaccidade e proporções tão exigidas na aparência geral.

GRUPO 4 - Teckels

MOVIMENTAÇÃO: deve cobrir bem o solo. É fluente e enérgica, com passadas de frente sem levantar muito e o movimento dos posteriores deve transmitir uma ligeira elasticidade para a linha do dorso. A cauda pode ser portada em prolongamento harmonioso com a linha do dorso, ligeiramente inclinada. Na movimentação, anteriores e posteriores são paralelos.

Meus Comentários:
O Dachushund é um cão compacto, apesar de comprido e deve apresentar um movimento vivo e ágil, com fluência e energia. Sua aparência ao se mover, deve demonstrar uma atitude firme e segura. Sua musculatura muito desenvolvida, aliada a firmeza e paralelismo de aprumos dão a impressão de força e vitalidade.

APARÊNCIA GERAL: baixo; de pernas curtas; comprido, mas compacto; bem musculoso; com atitude orgulhosa; de cabeça e expressão atenta. A aparência geral é típica do seu sexo. Apesar das pernas curtas em relação ao corpo comprido, é muito vivo e ágil.

GRUPO 5 - Spitz e de Tipo Primitivo

Os cães do Grupo 5 tem como caracteristicas comuns, a amplitude de passada, boa cobertura de solo, boa propulsão de posteriores e paralelismo no vai e vem. Mostram uma movimentação sem esforço, demonstrando serem inesgotáveis. Exceção apenas aos Chows que tem passadas curtas e saltitantes.

A movimentação mais detalhada é do Husky Siberiano que chega ao requinte de exigir que o exemplar se apresente de guia solta. Ela é suave e aparentemente sem esforço. É rápida e ligeira. Tanto o padrão do Husky, como do Malamute, dão especial ênfase a convergência dos anteriores e posteriores sobre uma linha central, quando o exemplar aumenta sua velocidade.

A raça Akita, tem a movimentação descrita no padrão de uma maneira muito sucinta: “elástica e potente”. Para detalhar isso, é extremamente delicado. Diria que para visualizar uma movimentação elástica, é necessário que o exemplar se mova sem esforço, com amplitude de passada e bom alcance e a “potência” traduz uma grande resistência e determinação. Essa é uma raça que merece uma atenção especial em relação ao seu temperamento. Apesar do padrão descrever “Caráter: calmo, fiel, dócil e receptivo” (Fonte: Padrão Oficial, Site CBKC) ele tem uma conduta quase selvagem, bem primitiva e não suporta ser manuseado por estranhos.

O Basenji é um “foguete”. Move-se com elegância e muita disposição, apresentando grande elasticidade, sem o menor esforço. Tem-se a impressão que sai literalmente do chão quando se move.

O Spitz, mesmo sendo o menor do seu Grupo, à semelhança dos demais integrantes, tem a movimentação fluente e elástica.

Relativo ao Chow Chow ai vai ...

MOVIMENTACÃO: passadas curtas e saltitantes. Os membros anteriores e posteriores deslocam-se em planos paralelos. Fonte: PAdrão Oficial, Site CBKC

Meus Comentários:
Ao contrário das raças componentes do Grupo V, que apresentam passadas amplas e com forte propulsão de posteriores, o Chow Chow apresenta passadas com pouca extensão. São curtas e sem flexibilidade. Isso se deve basicamente por causa dos JARRETES, que são bem descidos, com um minimo de angulacão, que é essencial para produzir o andar saltitante caracteristico da raça. Nunca deve ser flexionado para a frente.

Grupo 6 - Sabujos Farejadores e Raças Assemelhadas

A movimentação das raças do Grupo 6 tem vários pontos em comum: bom alcance de passadas, elasticidade, propulsão dos posteriores. Essas características são vitais para os cães que fazem a função de caça no campo.

É importantissmo que os membros anteriores estiquem a frente, promovendo uma boa cobertura do solo, e os posteriores devem apresentar flexibilidade, elasticidade. Não se deve apresentar movimentos de remar, trançar, por isso é fundamental que haja paralelismo entre os dianteiros e traseiros. Também não deve apresentar ação alta dos anteriores, o que tiraria o rendimento das passadas.

A Raça Bloodhound é a mais detalhada e dá uma importância relevante ao movimento. Pois trata-se de um sabujo capaz de cobrir mais terreno que qualquer outro. Ao trote o passo é lento, elástico e livre, sem oscilar e em movimento acelerado apesenta o “single tracking”. Deve se apresentar incansável, mesmo em trote de longa duração.

Os Beagles, bem populares nesse Grupo, não deve apresentar qualquer oscilação do dorso, que deve ser firme. As ações dos anteriores devem ser amplas, sem apresentar qualquer sinal de ação alta e nem remar ou trançar, por isso de fundamental importância é o paralelismo entre anteriores e posteriores. O movimento não pode ser travado, deve ser elástico, fluente e com muita energia.

O Rhodesian Ridgeback (que alegria falar da minha raça querida), deve ter muita elasticidade e de fundamental importáncia é o formato dos pés. O solo do Zimbabwe é muito acidentado e os cães desenvolveram nas patas algumas proteções que garantiram sua sobrevivencia naquele solo.

Segundo o padrão da raça: “Patas: compactas e redondas, com dígitos bem arqueados e flexíveis, almofadas plantares elásticas, protegidas por pêlos que nascem entre os dedos e as almofadas.” Fonte: Padrão Oficial, Site CBKC

A compacidade das patas, reduz as lesões. Os dígitos bem arqueados que formam os chamados "pés de gato", são necessários para que possam, em conjunto, promover a impulsão máxima do animal. O pelo protege contra espinhos, atrito e superfícies quentes.

Outro aspecto relativo ao movimento do Rhodesian

“Movimentação : Em linha reta para frente, fluente e enérgica”. Fonte: Padrão Oficial, Site CBKC.

Em se tratando de um cão de caça, a movimentação é um item de extremo valor no julgamento. As passadas no vai-e-vem devem apresentar paralelismo conforme solicitado no padrão "em linha reta". Na movimentação em círculo deve apresentar boa cobertura de solo e passadas leves e fáceis, com grande disposição, conforme exigência do padrão "fluente e enérgica".

Quem cria e observa a raça rotineiramente, verifica que os exemplares que apresentam o “andar leonino” exibem passadas amplas, viradas bruscas de direção, fundamental para a caça ao leão.

GRUPO 7 - Cães Apontadores

A movimentação dos exemplares desse Grupo VII é semelhante em todos os aspectos: passadas amplas, com boa propulsão dos posteriores e bom alcance dos anteriores, com boa cobertura de terreno. Anteriores e posteriores trabalhando em planos paralelos.
Algumas citações mais acentuadas, como por exemplo na raça Pointer Inglês, onde se fala “definitivamente sem nenhuma ação de hackney.“ Conteúdo em aspas, fonte: Padrão Oficial, site CBKC

Temos ainda os 3 setters (em atenção ao pedido do Sergio Costa, viu? Não me esqueci de vc) que apesar de diferentes nuances na descrição, fala:

SETTER INGLES - ação livre e graciosa, sugerindo velocidade e resistência. Movimento livre do jarrete, demonstrando poderosa propulsão dos posteriores. Visto por trás, a garupa, os joelhos e os jarretes estão em uma mesma linha. Cabeça portada alta naturalmente. Fonte: Padrão Oficial, site CBKC

SETTER GORDON - firme, livre e correta, com bastante propulsão nos posteriores. Fonte: Padrão Oficial, site CBKC

SETTER IRLANDÊS - livre, fluente com propulsão, cabeça portada alta. Pernas de frente de bom alcance mas portadas baixas (numa clara repulsa ao hackney, como no Pointer inglês). Posterior de propulsão suave com grande poder. Pernas cruzando ou tricotando, inaceitável (aquele movimento compensatório chamado popularmente na beira de pista como tricô e macramê, rs). Fonte: Padrão Oficial, site CBKC. Comentários entre parenteses de minha autoria.

O certo é que algumas raças apresentam o corpo mais alongado que alto, como Weimaraner, Braco Alemão, Viszla e Braco Italiano. Essas proporções permitem viradas bruscas de direção e uma facilidade de perseguir e acuar a caça para o aponte. Já os tres Setters possuem o tronco de comprimento moderado.

O Weimaraner, desenvolvido nos bosques da Austria, possui a cor cinza num processo de mimetismo, funcionando com uma camuflagem. Ele trabalha no campo farejando em leque.

GRUPO 8 - Cães D`Agua, Levantadores e Retrievers

É um grupo de cães de caça, que faz seu trabalho no campo, portanto, indispensável terem bom alcance e cobertura de solo.

O Cão d’agua, que faz seu trabalho basicamente na água, apresenta passo curto, trote ligeiro e cadenciado. O Clumber, devido ao corpo muito longo e pernas curtas, apresenta um movimento ondulante. Já os retrievers, em geral, apesar de desempenharem suas funções na água, também vasculham o campo e por isso, além de uma capacidade pulmonar muito potente, precisam apresentar uma movimentação fácil e fluente, livre, cobrindo adequadamente o terreno. Os membros anteriores e posteriores se movimentam dentro dos planos paralelos ao eixo do corpo. O Springer tem uma particularidade em seu movimento, costumam exibir uma marcha a passos largos, típico da raça.

O Cocker americano também possui uma passada singular. Ele é o menor dos spaniels. É fundamental o equilíbrio entre o trem anterior e o posterior. Precisam apresentar os dianteiros com uma correta constituição para compensar a força propulsora dos posteriores. Sua movimentação é coordenada, suave e fácil. Devem apresentar um bom alcance. E o padrão oficial alerta: “Animação excessiva não deve ser confundida com movimentação adequada”
Apesar do Padrão do Cocker Inglês ser bastante suscinto, é certo que deve apresentar, apesar de seu pequeno porte, uma movimentação com andadura fluente, grande propulsão e boa cobertura de solo.

GRUPO 9 - Cães de Companhia

Andaram me pedindo para falar sobre cada raça isoladamente. Achei por bem começar falando do movimento do PEQUINÊS. Talvez por ser polêmico, talvez por ser diferente ou ainda, devido a uma curiosidade que aprendi indagando sobre o que é fundamental para se apreciar no movimento da raça. A resposta veio com dados sobre as circunstâncias que a raça foi desenvolvida. De acordo com suas origens, essa raça deveria se deslocar o minimo possivel, não devendo apresentar agilidade. Os monges mantinham esses pets de maneira que não pudessem fugir dos monasterios e por esse motivo os membros anteriores devem apresentar arqueamento para dificultar o deslocamento e agilidade (“ossos dos membros anteriores ligeiramente arqueados entre os metacarpos e os cotovelos”). Nada que comprometa ou confunda seu movimento, como diz o padrão: “nos anteriores a passada é lenta e digna. A movimentação típica não deve ser confundida com um balanço causado por fraqueza dos ombros”. Fonte Padrão Oficial, Site CBKC (entre aspas).

Griffons

A FCI considera as tres raças diferentes, mas o standard é o mesmo, valido para as 3 e são apresentadas juntas.

O Griffon de Bruxelas, Griffon Belga e o Petit Brabançon descendem do “Smousje”, um cãozinho pequeno, de pelo áspero que durante séculos foi encontrado em Bruxelas. No século XIX, cruzamentos com o Ruby King Charles Spaniel e o Pug, produziram a pelagem preta e fixaram o tipo atual da raça. São muito atentos e foram criados para guardar carruagens e deixar os estábulos livres de roedores. Em 1883 os primeiros Griffons de Bruxelas foram registrados.

O que distingue as tres raças pelo padrão oficial é basicamente a pelagem e a cor. O Griffon de Bruxelas e o Griffon Belga apresentam pelagem de pêlo duro com subpelo e o Petit Brabançon tem pelo curto.

A cor do Griffon de Bruxelas: vermelho, avermelhado; um pouco de preto e permitido na guarnição da cabeça. Griffon Belga: preto, preto e castanho. As manchas castanhas devem ser puras e de uma cor sólida. O preto pode ser misturado com o marrom avermelhado, embora o preto puro e o preto com manchas castanhas sejam preferidos. Petit Brabançon: as mesmas cores que as dos Griffons são aceitas. Ele tem uma máscara preta. Em todas as três raças, alguns pêlos brancos no peito são tolerados, mas não desejados.

APARÊNCIA GERAL: pequeno cão de companhia; inteligente, bem balanceado, alerta, orgulhoso, robusto, praticamente quadrado; com boa ossatura, mas ao mesmo tempo elegante em seus movimentos e construção; atraindo atenção pela sua expressão quase humana. Fonte: Padrão Oficial, Site CBKC

As proporções são muito importantes pela descrição do padrão oficial, o comprimento do corpo, da ponta do ombro até a ponta da nádega deve ser tão igual quanto possível à altura na cernelha.

A movimentação deve apresentar força, vigor, com paralelismo dos membros e boa propulsão dos posteriores. Deve apresentar flexibilidade dos anteriores e bom alcance, já que o padrão menciona como falta o movimento de frente alto (parasita) e o passo de camelo.

Segue os comentarios sobre os Poodles.
MOVIMENTAÇÃO: O Poodle tem uma movimentação saltitante e leve. Jamais deve ostentar uma movimentação deslizante e de alcance. Fonte: Padrão Oficial, Site CBKC.
Esse movimento saltitante já traduz a explicação sobre não apresentar alcance e fluência (deslizante).
Tentei entender de todas as maneiras porque uma anatomia tão equilibrada de anteriores e posteriores, podem proporcionar esse movimento saltitante. Ombros: obliquos e musculosos. Angulação escapulo-umeral de 90° a 110° . As angulações, coxofemoral, tibio-femural e tibio-tarsiana, devem ser bem acentuadas. Se alguem conseguir uma explicação para isso, me diga, por favor. É um cão curto alto e talvez esteja associado justamente a muita angulação para pouco comprimento.

Existe um detalhe curioso sobre a qualificação do cão relativo ao tamanho das orelhas. Se a ponta não chegar a comissura labial, o exemplar não pode receber excelente. Engraçado isso ...

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